Fé.Creio eu que a verdadeira fé consiste, não em acreditar em melhores circunstâncias, mesmo que essas circunstâncias venham de Deus. Não consiste também na esperança de ser uma pessoa melhor – um bom cristão. A verdadeira fé é olhar para a pessoa de Jesus Cristo.
A bíblia diz que “a fé é a certeza daquilo que esperamos, e a prova das coisas que não vemos”(NVI Bilíngüe). Com base nessa afirmação tendemos a orar pedindo a Deus para mover e mudar nossas realidades. A vida não é fácil, e algumas vezes pode ser bem difícil. Então nós – como bons cristãos “fazemos a tarefa de casa” ao visualizar a benção de Deus sobre nós, sobrenaturalmente tornando nossas cinzas em canto.
Em outros momentos nós oramos para sermos como Cristo. Para ter o Filho de Deus não só revelado a nós, mas em nós (Rom. 8.18). Nós plenamente acreditamos que virá o dia quando o mistério será finalmente trazido à luz. E nós não viveremos mais como pessoas miseráveis e patéticas rastejando na poeira do pecado.
Mas mesmo se tudo isso for feito com boas intenções, há ainda um nível mais alto que podemos, e devemos, alcançar. O nível onde nossa fé não será baseada na crença de coisas transformadas, mas será alicerçada em Jesus, e somente em Jesus. O ato de olhar para Cristo se esquecendo de todo o resto que está ao redor é o que tenho descoberto ser uma fé real. E não somente isso, mas a fé que o Espírito Santo está desejoso de trazer à tona em nós.
Quando um cristão alcança o patamar de negar a si mesmo mais do que puramente de desejos da carne ou do ego é quando ele de fato recebeu a revelação e o poder para ir muito além no caminho de cogitar sua mente e coração em coisas do céu. A fé se torna, não a respeito de ver os milagres que ele quer ver, mas é totalmente a respeito de ver o Senhor Jesus e o que Ele deseja fazer.
Então, como está escrito em Hebreus 11.1 “… daquilo que esperamos…”; só que o que esperamos há de ter se tornado o que Ele quer. Esse é o ponto – levar nossa fé também (assim como tudo o mais em nossas vidas) para se apoiar em Sua vontade...
A partir desse ponto Seu Espírito é capaz de nos levar à viver uma espiritualidade que nasce de um coração que é capaz de perceber amor e graça de Deus nos momentos mais críticos da vida. Espiritualidade que abraça a cruz mesmo quando essa vida não obedece a regras simples e lógicas. O processo de espiritualidade que Deus planejou aprofunda ainda mais nosso nível de dependência Dele. O coração que ouve permanece confiantemente debaixo de Deus Pai, numa proximidade que o habilita a ouvir e compreender os caminhos e pensamentos do Pai.
É necessária uma disciplina intensa. Para “salvar a nossa própria vida” nosso coração quer resistir aos apelos de Deus para nos envolvermos em determinadas situações. O caminho é, na maioria das vezes, solitário. Ele vai até que não haja nem mesmo um rastro sequer de pegada a seguir, mas somente a voz dizendo: SIGA-ME.
E vivamos para o eterno... Bon jour!
(Texto pessoal parafraseado com os livros “Caminho do coração” – Ricardo Barbosa e “Broken dreams” – Larry Crabb)

Um comentário:
Taly...
deu saudade,
resolvi dar
uma passada
pra te ler
...
abraços
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